Jornalismo científico na escola

Esse foi o tema do 10o Papo de #Educomunicação promovido pelo Instituto Devir Educom


Nossa convidada deste Papo de #Educomunicação foi a professora e jornalista Mariluce Moura, que é doutora em jornalismo científico.


Tanto a ciência quanto o jornalismo partem da pergunta precisa. É com essa afirmativa que a jornalista e professora Mariluce Moura deu o tom ao último Papo de #Educomunicação, realizado pelo Instituto Devir Educom no dia 22, no Facebook. Dedicada há mais de 30 anos ao jornalismo de ciência, é hoje coordenadora do Instituto Ciência na Rua (ciencianarua.net). Ela tocou no ponto central defendido pelo Instituto Devir educom: a urgência do jornalismo na escola como apoio e contribuição à construção do conhecimento do estudante. O tema está em acordo com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).


Mariluce explanou sobre seu projeto Ciência na Rua, com jovens de jovens de baixa renda, com o objetivo de levar a ciência até eles, por meio do jornalismo e do humor, em oficinas. “Quando pensei no produto do projeto, pensei em um pasquim da ciência”, diz ela, se referindo ao tabloide fundamental nos anos da ditadura todo escrito e fundamentado no humor. “O humor ganhava um aspecto de ferramenta revolucionária e eu era leitora ávida do Pasquim. Mas decidimos fazer um site com notícias de ciências para o público jovem e que essas notícias sejam escritas de forma lúdica, mas que também apareçam em quadrinhos, charges e podcasts. Ou seja, uma forma lúdica para tornar atraente”.


No final dos anos 1990 criou, e foi diretora até 2014, da revista Pesquisa Fapesp, editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Deu início à implantação do setor de comunicação dessa Fundação em abril de 1995 e foi sua gerente de comunicação até julho de 2002. Coordenou a reforma editorial em 1988 e foi editora-chefe da Revista Brasileira de Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1989.


Por duas décadas a professora atuou no jornalismo geral e econômico em grandes jornais e revistas brasileiros, incluindo o Jornal do Brasil, O Globo, Gazeta Mercantil, revistas Exame, Senhor e Isto É/Senhor. É professora titular aposentada da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reintegrada em dezembro de 2015, por decisão da Comissão da Anistia/Ministério da Justiça, 40 anos após ter sido demitida por perseguições políticas da ditadura militar de 1964-1985.


Veja o vídeo da live:





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