Leitura crítica da mídia

Livro traz prefácio de gestora do Instituto Devir Educom

A obra é da professora e jornalista mineira Márcia Carreira, que aborda teoria e prática da Educomunicação no ambiente de ensino


Sob o prefácio da gestora do projeto Memórias em Rede e presidente do Instituto Devir Educom, a professora Andressa Luzirão, acaba de ser lançado o livro “Leitura Crítica da Mídia – Educomunicação por cidadãos reflexivos e éticos” (editora Filoczar), de autoria da também professora, jornalista e pesquisadora Márcia Carreira. A publicação é resultado de pesquisa de mestrado que ela desenvolveu em escolas de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, sua terra natal.


O exemplar coloca em pauta a necessidade de analisar a sociedade atual, caracterizada pela alta influência de mídias, e implementar mudanças que insiram essas novas formas de consumir informação dentro das salas de aula, tomando como base as práticas educomunicativas. Inserir a cultura tecnológica, digital e midiática nas instituições de ensino, ideia bastante ressaltada pela autora, transforma a escola em um ambiente muito mais próximo da vivência dos educandos, permitindo educar para o contemporâneo e desenvolver aptidões que são necessárias atualmente – principalmente em um cenário pandêmico.


Isso se percebe nas reflexões apresentadas no livro, nas quais o “leitor embarcará nos aspectos históricos da Educomunicação, suas áreas de intervenção e sua contribuição à Educação em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além de tomar conhecimento de legislações vigentes no País, que legitimam esse campo de interface”, como explica Andressa em seu prefácio.


A publicação também navega pelo campo da educação midiática, cuja abordagem, sobretudo no ambiente escolar, se faz tão urgente, independentemente da matéria abordada, haja vista o necessário combate à desinformação e às chamadas fake news.


Além da reflexão, Márcia conta suas próprias experiências ao trabalhar com a mídia na sala de aula, utilizando inclusive o jornal, veículo tão presente nos espaços de educação formal desde a década de 1960, quando foi estudado por Célestin Freinet, também citado na publicação. Isso permite que o leitor enxergue diversas possibilidades para incrementar sua própria didática, tomando como referência a experiência da autora.


Outros teóricos, “precursores da Educomunicação”, lembrados por Márcia, são Paulo Freire e Mario Kaplún que, segundo ela, “defenderam uma pedagogia centrada no educando, dentro de sua realidade, com o aprendizado sendo feito através da experiência, da conscientização, do aprender-fazendo...".


RESPONSABILIDADE DA COMUNICAÇÃO


‘Leitura Crítica da Mídia’ ainda destaca a responsabilidade da comunicação, que muito mais do que ser um instrumento midiático e tecnológico, é um componente pedagógico valioso. Sobre isso, traz o texto: “observamos que aqui está um dos maiores desafios e onde a necessidade de formação para professores em Educomunicação fica mais evidente", escreve Márcia.


A leitura do livro só ressalta como o espaço comum entre as áreas da Comunicação e da Educação é essencial para o enfrentamento dos desafios atuais, para o desenvolvimento de cidadão conscientes e éticos.


Para trafegar um pouco mais pelos caminhos da Educomunicação e conhecer as experiências e resultados da autora, veja como adquirir o livro “Leitura Crítica da Mídia -Educomunicação por cidadãos reflexivos e éticos”. Como Márcia disse em seu mais novo lançamento, “os incomodados que se mudem ou os incomodados que façam mudar?”.



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