Oficina do Devir Educom aborda semiótica das cores na escola e sua importância na aprendizagem

Integrando o 20º Encontro USP Escola, a atividade levou professores a construírem coletivamente uma paleta com os tons que consideram ideal em espaços de ensino



Qual a cor da sua escola? Quais as tonalidades devem compor os espaços de ensino? As cores influenciam os processos de ensino-aprendizagem? Essas foram as reflexões levadas a professores de várias partes do país na oficina ‘Escola Conectada: Semiótica das Cores – a escola e seus tons’, realizada pelo Instituto Devir Educom nesta quarta-feira (21), no 20º Encontro USP-Escola, organizado pela Associação dos Professores de Escolas Públicas (APEP).


A atividade virtual contextualizou o papel e a potencialidade das cores na significação e na ressignificação da escola. A partir da observância do uso de cores em espaços formais e não-formais de ensino, os docentes analisaram a relação delas com os objetivos, valores e realidade da comunidade escolar. E interpretaram as cores da escola a partir de seu repertório individual.


Os educomunicadores do Devir Educom, Andressa Luzirão, Ivone Rocha e Pedro Mendes, explanaram sobre a semiótica a partir de Lúcia Santaella, uma das principais divulgadoras da semiótica e do pensamento do teórico Charles Peirce no Brasil. Também abordaram a influência dos tons sobre as emoções e a dimensão imaterial da cor, que traz simbologias culturais, regionais e religiosas. “A cor expressa sentimentos e comunica ideias. Ela deve ser uma construção coletiva da comunidade escolar, desenvolvendo o sentido de pertencimento nos alunos e nos demais agentes da educação pelo espaço”, ressaltou Ivone.


Durante a oficina, os participantes foram provocados a pensar na cor das palavras afeto, educação, comunhão, subversão, revolução, inovação, amizade, memória, solidão, voz, silêncio, protagonismo e responsabilidade, e construíram coletivamente uma paleta de cores com os tons que consideram ser ideais para uma instituição de ensino. Predominou o colorido, em especial o laranja, o azul, o verde e o amarelo.

Uma das participantes comentou que a escola, “quando se assemelha muito a tons neutros, segundo Foucault, se aproxima do paradigma das instituições disciplinares, como o hospital, a prisão etc”. Outra professora disse: “Eu tenho uma escola que digo que é a minha escola do coração, a escola azul”. Já outro contou que, na escola em que trabalha, as cores são azul, laranja, branco e cinza. “Não havia pensado nesses significados”, disse.


Nesta quinta-feira (21), o Instituto Devir Educom encerra sua participação no 20º Encontro USP-Escola com a palestra 'Jornalismo no currículo escolar – contribuições para a contextualização das disciplinas sob o olhar da BNCC’.


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