Docentes de todo o país contam memórias pessoais em oficina do Devir Educom sobre objetos afetivos

Atualizado: Jan 21

Esta foi a segunda atividade ministrada pelos educomunicadores do Instituto, dentro da programação do 20° Encontro USP Escola




Caminhãozinho de madeira; caixinha de metal; caneca; moedas antigas; roupa de bebê; bule, chaleira, moringa, medalha, sanfona. Esses objetos não são meros objetos. Em sua materialidade, revelam um universo de imaterialidades, de histórias vividas, memórias de família, experiências passadas de geração a geração. Eles foram trazidos para a oficina ‘Escola Conectada: Objetos e Afetos’, realizada nesta terça-feira (19) pelo Instituto Devir Educom, no 20º Encontro USP Escola. E foram apresentados por professores de todo o país, entre os quais dos estados de São Paulo, Bahia, Ceará, Mato Grosso e Goiás, que narraram suas memórias relacionadas a objetos afetivos em uma roda de histórias virtual. Nela, predominaram os mais verdadeiros sentimentos, uma reverência à ancestralidade e ao passado, composição de nossa identidade.


O evento é organizado pela Associação de Professores de Escolas Públicas (Apep) e reúne, até sexta-feira (22), mais de 3 mil educadores em formações gratuitas online. A oficina do Devir Educom teve como propósito trabalhar a identificação de valores sociais, morais e éticos por meio de objetos pessoais apresentados pelos participantes, provocando a reflexão sobre a importância de projetos de memória, na perspectiva da Educomunicação, em sala de aula, contribuindo com processos de aprendizagem mais significativos, contextualizados à história de vida dos estudantes.


Os educomunicadores Andressa Luzirão, Ivone Rocha e Pedro Mendes, do Devir Educom, discorreram sobre o quanto a roda de histórias desenvolve a escuta ativa e qualificada, a empatia e relações mais horizontais entre professor-aluno. Durante a oficina, uma das participantes disse que “precisamos restaurar e revisitar esta historicidade que nossos alunos têm e não sabem. A oficina de hoje foi um despertar, trazendo à tona toda essa sensibilidade. É um fio a ser puxado em nossos alunos, para que eles se ressignifiquem”.


Para outra, a aprendizagem tem muito a ver com a afetividade. “Sempre nos preocupamos muito com conteúdo e quantidades. E, por vezes, nos esquecemos dos sentimentos, das memórias afetivas que, na verdade, como vimos nos relatos, é o que realmente fica de aprendizado, pra vida. Foi uma tarde prazerosa poder dividir emoções, afetos e memórias com o grupo”. A oficina resultou na apresentação de imagens e legendas sobre os objetos afetivos de cada participante, que podem ser conferidos aqui, no site do Devir.


SEMIÓTICA DAS CORES E JORNALISMO NA ESCOLA - Nesta quarta-feira (20), o Instituto ministra a oficina 'Semiótica das cores - a escola e seus tons' e, na quinta (21), a palestra 'Jornalismo no currículo escolar – contribuições para a contextualização das disciplinas sob o olhar da BNCC’.



Memórias representadas por seus objetos



"Disco , está na casa da minha mãe , a música " estrada da vida " meu pai ouvia muito , e durante o velório do meu pai , em sua homenagem eu cantei com alguns familiares , é uma música que marcou muito!" (Isabel)










"Este é um disco do meu avô que faleceu em 1971 com 80 anos veja quanto tempo tem esse disco". (Jorge)























"Recebi da minha mãe em um momento muito peculiar da minha vida."

(Ivanise Dias)















"Este bule faz lembrar da minha família que um dia foi numerosa, festas, reuniões, onde tudo era motivo pra comemorar nos encontrarmos. O café nunca faltava e hoje em numero bem reduzido ele nunca falta."

(Silvia Becker)



















"Sou Érica Fernandes, moro em Suzano, sou pedagoga. E meu objeto é uma pequena escultura de crianças em roda, porque representa a minha essência brincante, desde sempre!"














Esta caneca dei à minha mãe quando eu tinha 6 anos de idade" (Barbara Helen)





"Câmera fotográfica que ainda pertence ao meu pai mas está comigo. Com certeza pertencerá ao meu filho e servirá para contar um pouquinho da história da minha família" (Carla)





"Terceiro casamento do meu avô. Sou a mais nova no colo da minha vodrasta" (Julai)










"Minha recordação em foto... ""... DOCUMENTOS ESCOLARES 1965 - JARDIM DA INFÂNCIA - CARUARU - PE". (Lailton Araújo)







Sem legenda

(Maria Eliane)










"Lembra das dificuldades que as mulheres tinham em realizar as atividades de casa." (Odete Souza)






"Eu sou uma acumuladora de objetos emocionais e histórias.

Meu nome É Francislaine , tenho 44 anos e sou de Taboão da Serra SP.

Sou professora de ensino fundamental e infantil .

Tenho objetos familiares e de amigos desde fotos, brinquedos, roupas, discos de vinil, livros, joias, carteirinhas escolares, bule, cartinhas e desenhos de alunos, moedas e dinheiros antigos até o cordão de capoeira de quando praticava a arte e conheci meu marido."





"Esta é a sanfona do meu avô, que só conheci pelas narrativas de meus pais, avó e tios. Minha mãe tirou uma foto dela e me enviou, já que ela é um objeto transitante na família." (Andressa Luzirão)









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